Pelotas ainda enfrenta desafios para ampliar proteção contra enchentes, alerta carrossel

Publicação destaca obras pendentes, investimentos previstos e aponta que parte das medidas contra enchentes ainda aguarda execução.

12 de junho de 2026.

Dois anos após as enchentes que atingiram Pelotas e diversas cidades do Rio Grande do Sul, um carrossel divulgado nas redes sociais chama a atenção para os desafios que ainda precisam ser superados para ampliar a proteção do município contra novos eventos climáticos extremos.

O conteúdo relembra que, durante as cheias de maio de 2024, o dique da Estrada do Engenho suportou a elevação do nível da água, enquanto o sistema de proteção do Laranjal sofreu rompimentos, provocando a inundação da casa de bombas e diversos transtornos à população.

Entre os pontos destacados está a situação do dique da Estrada do Engenho, construído em 1965, que atualmente estaria abaixo da cota considerada ideal para garantir maior segurança em caso de novas cheias.

Outra preocupação apontada é a Barragem Santa Bárbara, responsável pelo controle das águas que atingem a região do Fragata. Segundo a publicação, a estrutura ainda não possui um sistema de comportas para regular o nível da água antes de períodos de chuvas intensas. A licitação para implantação desse sistema não recebeu propostas, e um novo processo deverá ser realizado.

O carrossel também informa que o plano completo de proteção contra enchentes em Pelotas está estimado em R$ 80 milhões e que ainda faltam mais de R$ 32 milhões para viabilizar todas as intervenções previstas. Além disso, menciona alertas de especialistas sobre a possibilidade de um novo ciclo de chuvas intensas associado ao fenômeno El Niño.

Entre as informações consideradas positivas está a aprovação de R$ 47,7 milhões pelo Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) para quatro projetos no Laranjal, contemplando uma nova casa de bombas, intervenções no dique, melhorias em canais e galerias de drenagem e estudos de contenção. Conforme a publicação, parte dos recursos deve ser liberada para permitir o início das licitações, embora a Prefeitura de Pelotas ainda aguarde a comunicação oficial sobre a liberação dos valores.

O conteúdo também observa que, em âmbito estadual, obras estruturantes de proteção contra cheias ainda não foram iniciadas e que muitas famílias afetadas pelas enchentes seguem aguardando moradias definitivas.

Ao final, a publicação reforça a necessidade de acelerar os investimentos em prevenção para reduzir os impactos de futuras enchentes e garantir maior segurança às comunidades mais vulneráveis.

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