Carta de Independência da Zona Sul

Manifesto defende que decisões sobre investimentos, pedágios, saúde e infraestrutura da Zona Sul sejam tomadas por quem conhece a realidade regional.

07 de setembro de 2026.

A Zona Sul do Rio Grande do Sul concentra mais de 800 mil habitantes, mas ainda enfrenta dificuldades para ter participação efetiva nas decisões que envolvem investimentos e políticas públicas para a região. A falta de representação e a distância entre os centros de decisão e a realidade dos municípios estão entre os principais pontos levantados em uma nova mobilização regional.

Batizada de “Carta de Independência da Zona Sul” por Cesinha, a iniciativa compara a situação atual da região ao processo de independência do Brasil e defende que a população tenha maior influência sobre decisões que impactam diretamente seu cotidiano.

A região, que historicamente teve participação importante na geração de riquezas do Estado, passou por diferentes ciclos econômicos e viu parte dessa riqueza deixar o território. Segundo a manifestação, permaneceram na região problemas relacionados à infraestrutura, saúde, mobilidade e desenvolvimento.

Entre os exemplos citados está o sistema de pedágios, que durante décadas teve decisões tomadas fora da região. Também são mencionadas obras de proteção de áreas próximas à Lagoa dos Patos, cujo andamento depende de decisões tomadas em Porto Alegre, além dos custos para escoamento da produção agrícola e das dificuldades enfrentadas pela população em situações de emergência.

Outro ponto destacado é a migração de moradores em busca de oportunidades. Pessoas deixam a Zona Sul para estudar, trabalhar ou realizar tratamentos de saúde e, em muitos casos, acabam não retornando.

Para o candidato a deputado estadual Cesinha, a região precisa ocupar espaços onde são definidas as políticas e os investimentos que interferem diretamente na vida da população.

A proposta apresentada é ampliar a representatividade política da Zona Sul e garantir que decisões sobre obras, infraestrutura, saúde, mobilidade e desenvolvimento regional considerem as necessidades de quem vive no território.

A chamada “independência” defendida na carta não se refere à separação administrativa do Estado, mas à busca por mais autonomia política e participação nas decisões que definem o futuro da região.

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