Alerta para falta de obras de proteção contra enchentes dois anos após a tragédia no RS

Cesinha alerta para vulnerabilidade do Estado e cobra agilidade em obras de proteção contra cheias diante da possibilidade de novos eventos extremos.

19 de agosto de 2026.

Dois anos após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, o Estado ainda enfrenta desafios para ampliar a proteção contra novos eventos climáticos extremos. O alerta foi feito pelo Cesinha, que cobra maior agilidade na execução das obras previstas após a tragédia de 2024.

Cesinha conta que o Plano Rio Grande prevê 227 projetos e R$ 14,2 bilhões em investimentos, mas ainda não teriam começado novas obras estruturais de proteção contra cheias. Entre as ações em andamento, estariam principalmente intervenções nos sistemas que já apresentaram problemas durante as enchentes de 2024.

Cesinha também citou dados sobre a reconstrução habitacional. Segundo as informações apresentadas, menos de 10% das casas prometidas para famílias que perderam suas moradias teriam sido entregues, enquanto 524 famílias ainda permaneceriam em abrigos temporários.

Na Zona Sul, recursos federais previstos para obras de proteção ainda não chegaram. Em Pelotas, o Plano 4M prevê investimentos de R$ 80 milhões para elevar os diques à cota de segurança de quatro metros.

Entre os pontos de preocupação está o dique da Estrada do Engenho, que, está 25 centímetros abaixo da cota de segurança. A Barragem Santa Bárbara, responsável pela proteção de parte do Fragata, também foi citada devido à ausência de um sistema de comportas para controle do nível da água. A primeira licitação para a intervenção terminou sem empresas interessadas.

Outro investimento mencionado foi a aprovação de R$ 1,7 milhão para obras no Laranjal. De acordo com Cesinha, Pelotas ainda não teria recebido comunicação oficial sobre a liberação dos recursos.

O vereador reconheceu que obras de grande porte exigem planejamento, recursos e tempo para serem concluídas, mas defendeu que a possibilidade de novos eventos extremos exige maior velocidade na execução das medidas de prevenção.

Morador da Vila Farroupilha, Cesinha também relembrou ter enfrentado mais de nove enchentes na região e afirmou que a população precisa de ações preventivas antes que uma nova tragédia aconteça.

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